segunda-feira, 13 de julho de 2009

UMA GRANDE REVISTA SETENTISTA, A “GERAÇÃO POP”

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“Ler essa revista hoje não é voltar ao passado,
mas sim reconhecer que o passado não é
obrigatoriamente substituído pelo presente
apenas pelo frescor do seu tempo, mas sim
pelo frescor de sua criatividade.”
(Ludmilla Rossi, 2009)

É um consenso nos meios mídiáticos de que a década de 1970 tornou-se um marco cultural do século XX, principalmente para os jovens – foi quando no Brasil surgiram as primeiras publicações destinadas aos rockeiros. Nesta época pré-internet, em se falando da mídia escrita, essas revistas específicas eram os únicos meios de os jovens de então obterem maiores informações sobre bandas e discos lançados. Na esteira dessa avalanche conhecida como “cultura pop”, em princípios dos anos 70, a Editora Abril lançou a revista Geração Pop, publicação que durou 82 edições – de novembro de 1972 (foto) a agosto de 1979 –, e influenciou uma geração não só de jovens, mas de artistas, jornalistas, editores, estilistas e outros setores envolvidos com a arte e cultura. Esta revista foi um marco editorial do período, pois não houve no Brasil uma publicação que retratasse tão bem e de maneira diversificada as tendências de uma década riquíssima culturalmente falando, década esta ainda hoje tão cultuada e imitada. 

Propaganda da Pop num exemplar de revista Veja de 6 de junho de 1973:


O internauta Márcio Baraldi, do blog Arca do Barata, escreveu sobre estes tempos “deficientes”:

“O difícil era que a gente tinha que esperar ao menos um mês a chegada da edição da revista na banca de jornais perto de casa para ficar sabendo dos lançamentos das nossas bandas prediletas... Lá fora, pois aqui também lançamentos de discos demoravam um ou mais anos para chegarem.”

Também conhecida apenas como Pop, já que o logotipo punha esta palavra em destaque, era basicamente um veículo de música pop. Hoje é considerada uma publicação antecessora da BIZZ no jornalismo musical da Editora Abril, revista semelhante extinta recentemente, em agosto de 2007. Comparadas, a tendência da Pop era mais comportamental, e não se prendia somente ao rock, mas a outros estilos populares da música jovem, como a soul music e a discoteque, o pop romântico, e também a MPB. Muitos outros assuntos de interesse dos jovens eram encontrados nesta revista, abordando temas como sexo, misticismo, moda, fotografia, cinema, aparelhos de som, sugestões de LPs, livros, hit parade, carros e motos, esporte radicais como o surf e o skate, e muito antes de qualquer publicação especializada, talvez a Pop tenha sido a primeira a abordar estes dois últimos esportes. Diversos nomes importantes do jornalismo passaram por ela, como Caco Barcelos, Ezequiel Neves, Júlio Barroso, Okky de Souza, Leon Cakoff, Pink Wainer (filha da Danuza Leão), o fotógrafo Mauricio Valadares, José Emilio Rondeau, Ana Maria Bahiana, Peninha Shimidt, o DJ Big Boy, o escritor e produtor Nelson Mota, etc.
Surpreendente notar na revista que, em matéria de visual de moda jovem e comportamento, há fotos, p. ex. de jovens em praias, surfistas e garotas “cocotas” de biquíni que parecem ter sido feitas hoje, embora haja coisas datadas. Veja estas fotos do ano 1976/77, portanto, há mais de 30 anos atrás e confira: ou os anos 70 estavam à frente de seu tempo ou o século 21 não evoluiu muito nesse quesito... Dúvida do que afirmo? Pois então, folheie uma revista da década de sessenta com cenas praianas, e você vai ter de rever suas opiniões...
Para provar que a revista ainda causa impacto, leia esse depoimento da blogueira Ludmilla Rossi:

“Voltando a revista Geração POP, minha mãe me trouxe essas revistas, sobre as quais eu jamais tinha ouvido falar. Sou de 82, a revista nasceu uma década antes de mim, em 1970 pela Editora Abril. Me emocionei ao abrir os exemplares e meus olhos encontrarem a estética que eu facilmente adotaria hoje para viver. Me senti mais confortável e ambientada com o mundo que eu encontrei na Geração POP do que o que eu encontro na NOVA.
(...) Depois de 36 anos, que mantiveram sacos plásticos e a rotina afastando as revistas dos meus olhos, a Geração POP não conseguiu acompanhar as tendências musicais atuais. Mas ela nunca precisou mesmo fazer isso. Ela encontrou seu nicho, chegou ao seu target com um atraso de quase quatro décadas. A maior parte dos artistas presentes em suas páginas não deveriam ser substituídos por tendências atuais. Ler essa revista hoje não é voltar ao passado, mas sim reconhecer que o passado não é obrigatoriamente substituído pelo presente apenas pelo frescor do seu tempo, mas sim pelo frescor de sua criatividade. Tomorrow may be even brighter than today.
(Eu disse, maybe).”


Sobre o desaparecimento da revista, curiosamente, o site Observatório afirmou que

“A decadência da revista se deu porque ela não conseguiu acompanhar as tendências musicais atuais. Sobre o punk rock, arriscou-se a fazer matéria fictícia, com dois meninos de rua, aparentando pivetes, que seriam integrantes de um inexistente grupo de punk rock. Foi sua sentença de morte.”



A princípio, achei que essa informação podia não ser verídica, já que a citada matéria não foi publicada no último exemplar lançado o de Nº 82, de agosto de 1979, mas o blog Lágrima Psicodélica trouxe o seguinte:

“Entre as curiosidades que volta e meia saíam na Pop, (...) uma reportagem com a primeira banda punk de São Paulo, Os Filhos da Crise. Filhos da Crise?
Segundo Antonio Bivar, o grupo nunca existiu: alguém da revista deve ter pego uma foto num arquivo qualquer e lançado o factóide. Haviam alguns punks no Brasil sim, mas eles ficariam na encolha até pelo menos 1982. E como não havia internet, as gangs de punks espalhadas pelo país não sabiam que não eram as únicas.”



Uma tese de pós graduação, de autoria de Cassiano Scherner, da PUCRS, intitulada “A questão da crítica musical nas revistas musicais brasileiras especializadas em rock” (2008), traz a seguinte justificativa para o desaparecimento da revista:

“Até o presente momento, das duas revistas analisadas (Rolling Stone e GeraçãoPOP), percebemos que as matérias sobre o rock brasileiro eram bastante inferiores em relação ao rock estrangeiro. Isto confirma uma tendência da época, que denominamos de “Pós Tropicalismo”, onde ainda era muito incipiente falar em rock brasileiro no sentido de buscar um caráter voltado para a indústria cultural, como era no estrangeiro. Pelo contrário, apesar de buscar focar no mercado jovem, este mercado não existia, fosse ligado pelo rock ou por outras formas de consumo. Eis, portanto, a razão que ambas as publicações não terem tido longa longevidade no mercado editorial voltado para a música jovem no Brasil dos anos 70. ‘Juventude nos anos 70 não dava ibope’, afirmou um jornalista (Okky de Souza)) que integrou a revista Geração Pop’. Ressaltamos que pelo fato da pesquisa ainda estar em andamento, outros resultados ainda irão surgir e que deverão ser incluídas em futuras avaliações.”

Enfim, esta é uma revista que deixou muitas saudades, e eu fui um desses garotos que não via a hora de, todo início de mês, ir buscar ansiosamente o meu exemplar nas bancas. Depois, era só ir à loja de discos e comprar os discos anunciados. Devo muito à Pop, pois muito do literato que hoje sou devo às suas leituras. Lembro-me que à ela fui apresentado por um primo meu, o Donizete Rocha – que andava com meus irmão mais velhos. Na casa dele vi pela primeira vez um quarto com as paredes recheadas de posters de bandas de rock, carros, motos, gatinhas, e eu pirei! O Doni a comprava mensalmente, e, em sua casa, folheando suas revistas passei a comprá-las também. Fiz besteiras imperdoáveis: além dos números que eu mesmo comprei, ganhei muitos exemplares antigos de outros amigos, e, quem sabe se hoje eu não tinha a coleção completa, mas ocorreram alguns problemas com “amigos” e perdi diversos números, infelizmente.

e, quem sabe, eu tinha a coleçnehi duas coleçbncasocha, que a comprava mensalmente e tinha seu quarto recheado de posters.
Vou postar aqui um presente para os leitores, um exemplar desta revista (nº 2, out. 1972, 106 páginas), que, trabalhosamente, eu escaneei e transformei em arquivo pdf para facilitar a leitura. Asseguro que folheá-la (e lê-la...) é uma agradabilíssima e nostálgica viagem no tempo. A propósito, os números remanescentes que possuo são estes: 2, 3, 7, 12, 13, 16, 17, 20, 28, 31, 33, 39, 41, 48, 53,58, 60, 62, 67, 68, 69, 74, 75, 77, 80 e 82. Esse 26 exemplares valem ouro e guardo-os como um tesouro! Além disso, tenho inúmeros exemplares do jornal Hit Pop que vieram encartados numa certa fase da revista, e que pretendo escanear também. Aos poucos, sem compromisso, irei postar outros exemplares da Pop conforme for escaneando-os. Valer dizer que, apesar de trabalhoso, foi gratificante no final ver a revista pronta em pdf. Aliás, para uma preciosidade como essa, digitalizá-la é o mínimo que se pode fazer para sua preservação, além da importância de se divulgá-la às novas e as posteriores gerações que não tiveram a felicidade de viver essa época deslumbrante.



Link para baixar o exemplar nº 2, out. 1972, 106 páginas da revista POP:


Seria de grande valia se os leitores que possuem os números que não tenho, também fizessem o mesmo e disponibilizassem suas revistas escaneadas na internet. O programa usado no trabalho foi o PhotoPaint, com 220 dpi de resolução e recurso de "equalização automática" das imagens, além de passar o filtro "remoção de pontilhados" se necessário. Os interessados na empreitada, por favor me contatem.

Leia mais sobre a POP no Orkut:



Na Internet:

http://velhidade.blogspot.com/

Algumas imagens que marcaram:










Rita Lee e O Terço
















Rick Wakeman e Pink Floyd









Nektar e Led Zeppelin

















Led Zeppelin















Made in Brazil


* Clique nas imagens para melhor visualizá-las.
9 fontes - consultar autor
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57 comentários:

  1. Cara que saudades!!!.... Entrei no túnel do tempo.rsrsrsrsrs...

    A minha Bíblia nos anos 70 era a revista POP. Durante esses anos, não guardei nenhum exemplar, apenas recortes das minhas bandas prediletas.

    Abraçosss

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  2. Colecionei muito essa revista...tinha uma com o Yes, que ainda devo ter o recorte...era uma revista muito legal...bom saber que tem gente que se lembra dela...Abraço.

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  3. Aquela capa inicial me lembrou 2 grandes momentos, o da propria revista e as famosas e sempre desejadas calças e jaqueta Lee/Lewis.

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  4. Infelizmente o arquivo está no formato .MDI (Microsoft Document Imaging), um formato raramente utilizado. Por isso, não consegui abrir por aqui. Seria possível colocar a revista no formato .pdf (conforme você avisou) ou outro formato mais acessível? Obrigado pelo trabalhão que você teve para escanear tudo, com o objetivo de nos fazer mais felizes.

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  5. É só dar uma pesquisada no Google que tem, para baixar grátis, o programa "MDI to PDF"...

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  6. Cara esta foi minha vida, economizava picolé lá no Alegrete-RS para comprar a revista que chegava com 1 mês de atrazo. Como posso condeguir mais capas, mais materias? O aque miha mãe não queimou, na minha auseência para ganhar a vida, mimha irmã megera deu para meu sobrinho vender

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  7. Meu irmão....que coisa boa encontrar este seu blog....Que idéia maravilhosa a sua..
    A revista POP, como alguem já falou em um comentário anterior aqui postado, foi uma das "bíblias" de quem gostava de música nos anos 70, junto com poucas outras, dentre as quais (e, para mim, a mais importante) destaco
    Rock, A História e a Glória.
    Tive todas elas, mas perderam-se com o tempo e as inúmeras mudanças que a vida nos trás.
    Queria pedir uma força sua: qdo. se tenta o download do número 2 da POP, através do link que vc. disponibiliza, o easy-share informa que o arquivo foi removido.
    Poderia repostar ou enviar-me outro link, ou, se tiver, diretamente o pdf deste número e de outros que tenha? Se tiver e puder, envie-me em meu e-mail - jspanghero@hotmail.com
    Tive um problema semelhante com a Rock A História e a Glória, cujos links estão presentes na comunidade do mesmo nome no orkut.
    Neste caso, lá, os downloads iniciam mas não completam.
    Se vc. puder me ajudar estará fazendo verdadeiramente feliz alguem que, assim como vc., ama tudo o que se refere àquelas maravilhosas décadas de 60 e 70.
    PS. Estou buscando tbm. o livro Rock, O Grito e O Mito, de Roberto Muggiatti. se vc. tiver ou souber onde posso encontrar, desde já tbm. agradeço.
    Um abração
    José

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  8. Com 16 anos comecei a coleconar a revista geração pop,isso em 1972.foi lendo essa saudosa revista que aprendi muito de rock n roll e era fã de críticos como Ezequiel Neves,Nelson Motta,Ana Maria Baiana e tantos outros.Nessa época o rock Brasileiro tava bombando com Rita Lee & Tutti Frutti,Mutantes(Fase Progressiva)Made In Brasil,O Terço Etc.Quantas saudades.Infelizmente no final dos anos 70 ela vitou somente pop se tornando uma revista voltada mais para comportamento e moda até o seu final.más valeu muito!!! Depois dela somente a Rolling Stone Brasileira(anos 70) e a Rock o mito a história e a glória.
    Abraços

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  9. o fdp do meu irmao mais velho queimou a colecao completa da revista. tinha todas as ediçoes.sinto saudade pois comecei a coleção com 12 anos eera um tesouro que eu guardava ja pensando em mostrar para as graçoes seguintes o que era e como eram informados os amantes da musica.ao enterrar as cinzas das revistas foi junto um pedaço de mim. estou pensando seriamente em reunir uma horda para escalpelar o meu irmao.

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  10. Gente, resgatei parte da minha vida que achei estar perdida. Estou muito feliz!!!!
    Obrigada.

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  11. Comecei a comprar a revista quando tinha uns 13 anos, desde o primeiro número. Mês passado descobri que elas estão com um amigo do meu irmão, que nem era nascido quando surgiu a revista, ele me falou que acha a revista o maior barato e que guarda toda com muito carinho, pois retrata uma época muito psicodélica. Era o máximo!!!

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  12. olá... lembramos da revista POP no carnaval.. estávamos conversando e apenas eu e uma amiga lembramos dela... eu tinha a coleção quase completa porque naquela época dependia da grana do papito prá comprá-las. guardei por muitos anos e um dia eu disse à minha mãe que poderia se desfazer delas... junto foi a coleção da revista bizz que tinha desde o numero 1 com as 2 capas (madona e bruce springsteen)... hoje, tenho a maior saudades de folheá-las e por sorte encontrei alguns fãs neste blog. parabéns pelo trabalho. beijão, katy

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  13. Boa tarde. Cheguei ao seu blog pesquisando sobre a revista Pop dos anos 70. Mas não é sobre rock ...
    Eu tenho um site sobre o motociclismo nacional e mundial dos anos 60/70 ( www.motosclassicas70.com.br ), e estou procurando matérias sobre uma moça que corria nos anos 70.
    Ela se chama Ana Maria Nemes Menezes, conhecida como Tuca. Ela me disse que saiu uma matéria dela na revista Pop. Deve ter sido em 1972 ou 1973. Você teria condições de procurar na sua coleção ? Em caso afirmativo, e se encontrar, poderia ou vender o exemplar ou escanear ?
    Agradeço antecipadamente de toda forma ! Ou até me falar qual o número que saiu a matéria, que procuro nos sebos da vida !

    Super abraço,
    Ricardo Pupo
    Webmaster - Motos Clássicas 70
    www.motosclassicas70.com.br

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  14. Grande iniciativa! Valeu!

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  15. Pra mim foi uma boa recordação ler seu blogg, pois fiz parte da Pop, trabalhei na redação como diagramador até o seu fim, que nos deu uma grande tristeza o seu termino naquela época. Pena eu não ter nenhum exemplar pra recordar.
    Valeu mesmo!

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  16. Liberdade é uma calça velha azul e desbotada, que você pode usar do jeito que quiser!!! Não usa quem não quer, USTOP, desbota e perde o vinco,IndigoBLUE... Que saudade dessa época!!! Tinha 13 anos em 1976 e minha primeira calça jeans foi uma skinny!! imagina naquela época era só pantalona, que já estava ficando fora de moda no final dos anos 70, que por sinal, para a juventude se resumia em um jeans!!!A revista Pop tinha muito: como usar seu jeans. Que saudades,sem computador e celular. Como era isso???

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  17. Marco Mantocosta24 de maio de 2010 15:47

    Brother,
    conforme alguém falou no seu blog, eu também fui discípulo da saudosa Pop. Herdei o meu primeiro exemplar - fevereiro de 73 - do meu primo. Eu 14 anos e não parei. Restou-me ainda alguns exemplares. Para você ter uma idéia, hoje sou jornalista e escritor. O meu primeiro romance, que de certa forma tornou cult, intitulado "Meu caro Júlio - a face olculta de Julinho da Adelaide", pela 7Letras, teve a imagem de capa escaneada de uma foto da revista Pop de minha coleção. A revista Pop foi o tapete mágico de minha adolescência e minha vida.
    Beijos pra todos.
    Manto Costa

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  18. "Beatles, Big Boy, Lizzie Bravo"
    A hoje cult revista Geração Pop foi uma escola de jornalismo musical para uma geração de escritores. Com sua roupagem jovem, a Pop trazia textos preciosos sobre cultura, comportamento e, acima de tudo, o mundo da música - seja rock, blues, reggaes, MPB. As matérias, muitas vezes não assinadas, eram escritas por craques como Ana Maria Bahiana, Nélson Motta, Okky de Souza, Ezequiel Neves, Peninha Schimidt, entre outros. Por isso, deixo a dica para a nova geração de focas interessados na crítica musical e/ou cultura em geral que vasculhem arquivos e bibliotecas e "estudem" o texto da Pop. Entre os meus 13 e 15 anos, fui um leitor voraz da cultuada revista. E, é claro, restaram-me alguns exemplares. Em recente madrugada insone, revisitando o meu velho baú, encontrei um diamante beatle, que há muitos anos eu havia dado como perdido: um encarte da Pop número 36, ano 1975, que trazia toda a tragetória dos Beatles. O suplemento foi editado por ninguém menos do que Big Boy. Para quem não sabe, Big Boy foi o primeiro DJ das bandas de cá. Fez escola. Além disso, tinha um texto saboroso e com grande conteúdo. Para se ter uma idéia, para editar o citado suplemento na época, ele foi atrás de figuras como a brasileira Lizzie Bravo. Lizzie simplesmente gravou com os Beatles. Quando tinha 15 anos, ela fez backing vocals para a canção "Across of Universe", que integrou o raríssimo álbum da banda "No One's Gonna Change Our World". Não é a toa que o meu trabalho literário ainda hoje seja fortemente marcado pela música. O meu conto "O estranho Miles", publicado na antologia Terras de Palavras, narra o underground carioca ao som do jazz de Miles Davis. São vestígios da Geração Pop.

    (http://openlibrary.org/a/OL5413821A/Manto_Costa)

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  19. Ricardo Puppo, infelizmente não tenho esse exemplar, mas boa sorte na procura!

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  20. Poxa, fazia um bom tempo...que legal poder rever a revista que uma época fez minha cabeça, é demaisssss. Ameiii!!!

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  21. E eu me lembrei de uma edição da Geração Pop que trouxe um disquinho de plástico com uma música dos Bee Gees. Um doce para quem disser o nome daquela música. Como eu queria escutar agora!
    Eu colecionei essa revista do número 1 até meados de 1975. No fim de 74 eu e minha família nos mudamos pra Brasília e tudo mudou.
    Naquela época (e até agora) a capital da República era uma barbárie. A Geração Pop tinha tudo a ver com o Rio de Janeiro e eu fui deixando a revistinha de lado. Era o barro vermelho em vez da areia da praia.
    Antes disso, em 73, minha mãe me levou no Lixo para comprar uma calça jeans já toda desbotada e toda remendada, a cara do Rio. Em Brasília não dava rock.
    E tinha umas frentes únicas super transadas pra usar com o jeans e uns tamanquinhos. E estava tudo lá nas dicas de roupas e acessórios da Geração Pop.
    Que saudade gostosa! Valeu mesmo!
    Carla S.

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  22. Parabéns bixo, Teu Blog é muito bom mesmo!! Sou Artista Visual e tenho 80% das revistas publicadas em ótimo estado. Ainda hoje utilizo as páginas da POP para pesquisa e fonte de criação.
    Liberdade é uma calça velha azul e desbotada, que você pode usar do jeito que quiser!!
    Um barato!
    Waldemar Max

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  23. gostaria de encontrar a revista pop que tem na capa o corredor de moto velocidade Alexandre Helena Junior. Pessoa que sempre admirei mas que a mais de 20 anos não tenho notícias. me ajudem se puderem.
    abraços
    Bjota
    bjota@bjota@hotmail.com

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  24. Este comentário foi removido pelo autor.

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  25. Carla, a revista que veio o compacto dos Bee Gees era a Nº 7, de maio de 1973, e a canção era"Come Home, Johnny Bridie!

    Obrigado à todos pelos elogios!

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  26. Eu tenho quase toda coleção da POP original e bem conservadas Dj Cabelo
    Email: ellcabelo4@yahoo.com.br

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  27. NOSSA TENHO MUITA SAUDADES DESTA REVISTA ! FEZ PARTE DA MINHAA VIDA.EU FICAVEA UM MES NA ESPERA P/ VER O CONTEUDO BACANA OK

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  28. Apólogo, procurei em todo lado pela Net para ouvir essa música que você diz ser Come Home Johnny Bridie, mas não encontrei. Manda um link aí!
    Carla S.

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  29. Comecei a colecionar a POP em fevereiro de 1974 e fui até seu fim, agosto de 79, quando tinha se transformado numa "revistinha" -é, o tamanho dela diminuiu. Lembro com saudade a edição de dezembro de 75, quando veio encartado um imenso poster de Rick Wakeman, que se apresentava no Brasil com sua banda English Rock Ensemble dentro do Projeto Aquarius da TV Globo. Qta. saudade!!!!...

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  30. Te mandei um email e aguardo ansiosamente a resposta !

    Julia Favero

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  31. HOJE TENHO 47 ANOS E NÃO DEIXO DE LEMBRAR COM CARINHO DA REVISTA POP QUE ME DEIXAVA ANTENADA PARA CONVERSAR SOBRE TUDO QUE ERA DE MAIS LEGAL, NA ÉPOCA, POR ONDE ANDA JORGE, O GATÃO DA POP?

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  32. Cara que maravilha, fiz parte dessa época maravilhosa. Tenho poucos exemplares da pop.
    Parabéns.. Jaime strópoli- curitiba pr.

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  33. Não havia pesquisado sobre a POP e fiquei contente de ver tantas opiniões, sempre favoraveis à revista.
    Fui colaborador da POP, primeiro comecei com uma coluna chamada "Pergunte ao Guru" (nome muito em voga na época) e deveria responder exclusivamente sobre motos, que eu já adorava e tinha várias (coisa rara naquele tempo).
    Eu trabalhava na revista realidade e fazia o Guru como freelancer. A coluna foi crescendo e comecei a responder também as cartas sobre motores. de repente, as cartas começaram a crescer e foram mudando os assuntos, tinha até consulta psicologica, romantica, duvidas, ansiedades, pedidos de conselhos e a Direção da revista achou que eu estava ganhando muito dinheiro, já que ganhava por carta respondida, dai decidiram acabar com a coluna.
    A POP foi unica, imitava um pouco a Rolling Stones e a Variety, mas tinha seu estilo.
    Havia uma equipe que dava o ritimo à POP, mas dai entrou um tal Leonel na Direção, ou coisa assim, e a revista não conseguiu se manter no mesmo estilo e acabou acabando ( desculpe o trocadilho).
    Tenho alguns exemplares que guardei e dou risada quando vejo as matérias, as fotos, a moda, os conselhos, tudo muito à epoca (da Ditadura também, lembrem-se disso).
    Quanto aos participantes da revista, é só olhar o expediente que os nomes estão lá. Muita gente diz que passou por lá porque foi uma revista polemica, mexia com as pessoas, era bem diferente, e isso dá "status profissional".

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    1. Lembro bem da coluna "Pergunte ao Guru"!!Muito legal!! :))

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  34. Muito legal mesmo relembrar este tempo maravilhoso que eu e muita gente curtiu. A moda, a música, o comportamento de uma geração que transformou vários conceitos que hoje são conquistas. Ah, e as meninas que apareciam...
    Grande ideia, parabéns.

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  35. Época inesquecivel! Jeans desbotada do lixão! Jackson Five em 74 com o Maracanazinho em peso cantando BEN! Eu não perdia um número da Revista POP onde eu buscava inspiração para bolar meus modelitos na época,além e claro,de ficar poe dentro dos acontecimentos musicais da época.Em 75,numa tarde de domingo eu fui SÓZINHA ao show de Rick Waikman na Maraca.Legal lembrar minhas aventuras dessa época de bailinhos nos clubes. Eu VIVI!!

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  36. Opa. Muito bom seu blog, gostei muito das matérias. Apenas gostaria de retificiar uma informação. Na frase: "O difícil era que a gente tinha que esperar ao menos um mês a chegada da edição da revista na banca de jornais perto.." Ela não é de Marcio Baraldi, mas sim, minha. E está em meu site: http://www.abarata.com.br/arca_do_barata_detalhe.asp?codigo=16
    Talvez a confusão se deva ao fato de que em outras epocas, Marcio Baradi anunciava no mesmo.
    De quqlauwr forma, parabéns pelo blog.

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  37. Muito Legal! Tenho alguns exemplares da POP e vou guardar pra sempre!
    Parabéns pelo blog!
    Abração!

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  38. Demais!Comprei minha primeira Pop em 1975 quando
    tinha apenas 12 anos de idade porem,ainda não sa-
    bia pirocas de Rock e Mpb.Somente em 1977,quando
    começei a curtir Rock via Kiss e The Sweet,e que
    percebi a importância da revista num sentido ge -
    ral para a galera jovem daqueles tempos.Infeliz -
    mente acabou antes de começarem os anos 80,outra
    década maravilhosa,e imagine só,a Pop entrando pe
    los 80,com Iron Maiden,Robert plant,Scorpions,Ju-
    das Priest,Rock In Rio,etc...Não continuaria sen-
    uma grande revista? Não continuaria sendo uma òti
    ma referência cultural jovem? Fica aqui meu reca-
    do e parabens pelo Blog e pelo Post.Peace & Love!

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  39. Eu colecionei do primeiro ao último número e ainda tenho a coleção em ótimo estado de conservação. Recentemente, alguns números foram extraviados quando emprestei minha coleção pra que minha irmã, que é socióloga, usasse com seus alunos na universidade. Sem dúvida, é um material riquíssimo e valioso, pra mim, um verdadeiro tesouro que guardo com todo carinho, pois é um retrato fiel da minha geração e de uma época que tenho orgulho de ter vivido.

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    1. Oi Rosanna Martins,Vc tem uma Pop,onde na caoa tem um menino 19 anos na época,SERGIO CANEDO.Procuro esta capa,porque ele foi meu 1 namorado.Gostaria de ver esta capa novamente. Acho que foi 79 ,78.Ele morava no Leblon.Estudou economia. Nunca mais tive. Contato. Obrigada.

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  40. Colecionei esta revista ,era mensal , assim que comprava a edição do mês já aguardava a próxima. A revista trazia sempre um poster na pagina central, o qual colava na parede do quarto, era o máximo, aina possuo alguns exemplares

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  41. Eu tenho meus exemplares até hoje. Fazem parte da minha história!

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    1. Boa noite, procuro uma edição c Sergio Canedo na capa. Nao é nenhum artista ou modelo conhecido. Era bonito, na época estava c 19 anos. Morava no Leblon. Acho q se fornou em economia,Nunca mais o vi. Foi meu 1 namoradinho, ,Nao tenho mais esta edição. Alguém tem❓ Queria somente relembrar a juventude.Acho que era 78 ou 79.Se alguém tiver, e puder postar. Eu até compraria. Se alguém quiser vender.

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  42. Tenho 22 revistas POP, algumas faltando páginas, outras com as capas riscadas que peguei em alfarrábios, porém 10 exemplares estão completos e em bom estado de conservação e de quebra um jornal HITPOP com Yoko Ono. Vendo todas por R$ 150,00 (Cento e Cinqüenta Reais). Moro em Maceió-Alagoas, se alguém tiver interesse, meu endereço é Ginoto@hotmail.com

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  43. Tenho 22 revistas POP, algumas faltando páginas, outras com as capas riscadas que peguei em alfarrábios, porém 10 exemplares estão completos e em bom estado de conservação e de quebra um jornal HITPOP com Yoko Ono. Vendo todas por R$ 150,00 (Cento e Cinqüenta Reais). Moro em Maceió-Alagoas, se alguém tiver interesse, meu endereço é Ginotop@hotmail.com (correto)

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    1. Quais números são, amigo? Quero completar coleção! Me faltam: 1, 5, 9, 18, 29, 32, 34, 36, 45, 46, 47, 49, 50, 56, 59, 63, 64, 65, 66, 70, 71, 72, 73, 75, 78, 79 e 81. Sou o proprietário deste bolg. Obrigado!

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  44. VALEU, MEU VELHO. TAMBÉM FUI FÃ DA REVISTA. LEMBRO COM SAUDADES AQUELES BONS TEMPOS. ABRAÇÃO.

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  46. Muito legal ler sobre essa revista que tanto alento trouxe para minha vida de adolescente em Brasília, longe da praia, e que viajava nas páginas da revista e suas matérias sobre coisas distantes de mim. Amei saber que ainda existem fãs dessa publicação. Pena não ter mais a coleção. Saudades... Valeu, cara, muito obrigada pela viagem no tempo.

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  47. Tb cheguei aqui em seu blog buscando na internet a revista que me traz saudades de uma época muito rica. Nasci e vivi toda a minha vida no litoral de SP (agora com 52 anos vou morar nas montanhas de SC, hehehe) e a Revista POP sempre foi p/ mim uma referência no estilo que adotei: amo rock, sou naturalista, sempre antenada nas novidades...Agradeço imensamente sua postagem. Aurora.

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  48. Reinaldo Cassiano13 de julho de 2014 17:53

    Reinaldão . Está revista me serviu de parâmetro como adolecente na década de 70, eu me inicia no Surf e muitas informações de praiais com ótimas ondas e até mesmo dicas dos surfista da época como o grande Pepeu , Rico entre tantos outros... muitas saudades mesmo .

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  49. Fiquei muito feliz por encontrar este blog por que na verdade estou procurando uma copia desta revista em que fui convidada a tirar fotos entre os anos de 1974/75. Se voce estiver interessado em compartir este magazine, por favor entre em contacto comigo atraves do meu e-mail: elamucke@aol.com. Obrigada, Elena.

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  50. eu lia a POP mas a minha grande revista foi a revista BIZZ aquela sim foi a melhor revista jovem de musica depois citaria a Fluir que talvez até exista mas que na época era a melhor do gênero
    Hugo

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  51. Ainda tenho a coleção completa, do primeiro ao último númrro, inclusive com todos os brindes que vinham junto. Vou colicar a venda. Se alguém se interessar favor entrar m contato prlo email edumurad@ig.com.br.

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  52. Ola Amigos
    Estou na procura da Poo 35 de Setembro de 1975.
    Guardava este exemplar com carinho ,,,mas a enchente levou.
    Fui personagem junto
    com minha gata da época de uma reportagem ....
    A GRANDE AVENTURA DE VIVER JUNTOS.
    Foi feita em Embu SP,terra das artes ,na época reduto de viajantes,artesãos,e outras loucas tribus.

    Que souber deste exemplar,peço que entre em contato com Roberto
    Tel (84) 99126 6627 (whatsApp)

    :e mail info@maxiadventure.com.br
    Obrigado desde já.

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