

QUANDO VOCÊ FOR FALAR DA SUPERIORIDADE DA INGLATERRA EM MATÉRIA DE ROCK, É MELHOR DAR UMA ATENTA CHECADA NESTA LISTA QUE LEVANTEI: BANDAS E ARTISTAS DE ROCK NORTE-AMERICANOS DOS ANOS 50,60 E70 = MUITAS NASCENTES DO ROCK E DIVERSIDADE IMPAR!
- Jimi Hendrix
- Alice Cooper
- New York Dolls
- Captain Beyond
- Grand Funk
- Charlie Christian
- Kiss
- West, Bruce & Laing
- Aerosmith
- Van Halen
- Susi Quatro
- B. B. King
- Robert Johnson
- The Tubes
- Frank Zappa
- ZZ Top
- Albert King
- Allman Brothers Band
- The Doors
- Creedence Clearwater Revival
- Runaways
- Freddie King
- The Eagles
- MC5
- Otis Rush
- Eagles
- Black Oak Arkansas
- Blind Willie Johnson
- Raspberries
- Stooges
- Ramones
- Grateful Dead
- Jefferson Starship
- Dust
- Stix
- Frank Marino
- Howlin' Wolff
- Lonnie Brooks
- Steve Ray Vaughan
- James Gang
- Cactus
- Babe Ruth
- Mountain
- Johnny e Edgar Winter
- John Lee Hooker
- Thin Lizzy
- Blind Lemon Jefferson
- Kansas
- Bill Harley and His Comets
- Foghat
- Blue Öyster Cult
- The Amboy Duckes
- Montrose
- Chuck Berry
- Richie Havens
- George Thorogood and The Destroyers
- Magic Slim
- Blood, Sweat & Tears
- Muddy Waters
- Chicago
- Willie Dixon
- Mahavishnu Orchestra
- Steely Dan
- The Mama's and the Papa's
- The Byrds
- The Gary Moore Band
- Bob Dylan
- Weather Report
- Toto
- Return to Forever
- Santana
- Buddy Guy
- Albert Collins
- Canned Heat
- Janis Joplin & The Holding Company
- Country Joe and The Fish
- Spirit
- Iron Butterfly
- Simon & Garfunkel
- The Eletric Prunes
- Blue Cheer
- Steve Miller Band
- Beach Boys
- Sly Stone
- Ike & Tina Turner
- Bo Diddley
- Rufus Tomas
- Hurricane Smith
- Tommy Roe
- Thes Shangri-las
Há exatos 100 anos atrás, falecia o famoso jornalista carioca João do Rio (1881-1920), aquele que foi considerado o maior cronista da então Capital Federal, ou seja, o Rio de Janeiro. Também era romancista, contista e teatrólogo.
Sua obra mais famosa, que lhe garantiu a imortalidade, foi "A Alma Encantadora das Ruas", um livro de crônicas lançado em 1908. Neste livro, o homem que desvendou a alma das ruas cariocas, escreveu: "A rua é um fator da vida das cidades, a rua tem alma! A rua nasce, como o homem, do soluço, do espasmo. Há suor humano na argamassa do seu calçamento. A rua sente nos nervos essa miséria da criação, e por isso é a mais igualitária, a mais niveladora das obras humanas".
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A avenida Rio Branco na década de 1920 |
Se alguém tivesse dito há um século atrás algo como: "Se daqui a 100 anos adiante alguém pretender entender como era o Rio de Janeiro de hoje, essa pessoa vai ter que recorrer ao João do Rio". Assim amigos, recomendo sua obra, pois ela é muito rica e "trata da vida e da linguagem de diferentes grupos sociais do Rio de Janeiro do começo do século 20. Seu olhar atento fez de presidiários, trabalhadores braçais, prostitutas, barões, dândis, cocotes e outros seres urbanos tema de investigação. Os espaços sociais - terreiros de umbanda e candomblé, igrejas, cabarés, cortiços, favelas, minas, palácios, presídios - em que se movimentam essas criaturas são expostos com realismo e sensibilidade"
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Praia do Flamengo a noite e ainda sem o aterro em 1930 |
Enfim, amigos, a pergunta que fica é: teria João do Rio escrito alguma crônica sobre a nossa Primeira Festa das Árvores? Eu imagino que sim, e se ela existe, teremos que fazer buscas nas edições digitalizadas do citado jornal Gazeta de Notícias, que pode ser encontrado no acervo eletrônico da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Alguém se habilita?
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Praia de Copacabana à noite, década de 1920 |
Foi prosaica a causa mortis daquele que, adotando no sobrenome o nome sua querida cidade, também foi considerado "o repórter maldito da noite carioca”: um derrame cerebral, aos 39 anos, no auge da carreira, enquanto, ironia do destino, cruzava a cidade num táxi… Famoso que se tornara, cita-se que 100 mil pessoas participaram de seu enterro no cemitério São João Batista.
Evoé, João do Rio, um século vos contempla!
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O ator Paulo Gustavo. |
Muitos aí devem estar se perguntando quem é esse tal de Coronel Moreira César e por que escolheram justamente uma rua batizada com o nome de um ilustre desconhecido militar para a homenagem. Pois bem. Canudólogo que sou, ou seja, estudioso da Guerra de Canudos, vou fazer um pequeno resumo de sua biografia, já que ele teve participação efetiva nesta importante e mal-conhecida guerra. Antes de mais nada, gostaria de revelar que, embora esta guerra seja ignorada pela maioria dos brasileiros, há, acreditem, mais de 4 mil livros escritos sobre ela.
Não vou entrar aqui em questões de mérito e juízo de valor, mas a pergunta que fica é: é valida e legal a alteração do nome da rua subtraindo o nome um personagem histórico, inda que com uma ficha suspeita. pelo de uma artista de currículo incipiente? Leiam o texto abaixo e julguem vocês.
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O Coronel Moreira Cesar |
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A temida prática da "degola". |
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- Gengibirra: cerveja feita de gengibre, limão, açúcar e outros ingredientes.
- Cajuína: bebida típica do Nordeste brasileiro, muito produzida e consumida no Maranhão, Ceará e principalmente no Piauí, onde é considerada Patrimônio Cultural do Estado e símbolo cultural da cidade de Teresina. Preparada a partir do suco de caju, sem álcool, clarificada e esterilizada, apresenta uma cor amarelo-âmbar resultante da caramelização dos açúcares naturais do suco. Pode ser preparada de maneira artesanal ou industrializada.
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Tenho o costume de comer farinha de jatobá faz décadas, depois que soube que ela tem as mesmas propriedades de energéticas do pó de guaraná. Todo ano vou coletar frutos, que depois retiro a polpa das sementes, e bato-a no liquidificador par fazer a farinha, que pode ser tomada com água ou leite. Dizem que esta farinha cheira à chulé, e cheira mesmo, mas ela é agradável e adocicada. Daí que, vira e mexe, eu sinto umas cãibras estranhas no pé. Um dia destes, relendo o livro "Bandeirantes d'Oeste” (1952), do sertanista Willy Aurelly, ele fala de um incidente ocorrido com seu pessoal após o consumo de farinha de jatobá. Diz ele:
“Pus a cabeça fora do abrigo providencial e deparei com meus rapazes nus como vieram ao mundo, sob tormenta Infernal, esmagando frutos jatobá e deliciando-se colocar por farinhento."
Quando chegara a noite, ele comentou o que aconteceu:
“Tudo era paz e sou atacado por violentíssimas câimbras. Dores insuportáveis, enlouquecedoras! Já uma vez, no alto rio das Mortes, após penetração cansativa até a serra da Piedade sofrerá mal idêntico juntamente com ele Henri Julien. Caí grotescamente, gemendo de dor. Não tardou que Valderino sentiu o mesmo e, logo a seguir, Aristides. Estorcíamo-nos em dores, suando frio, gemendo, quase perdendo os sentidos. Paulo aqueceu cobertores, envolvendo-nos neles. Melhoramos logo, para em seguida acordemos o bravo rapaz e o gaúcho, agora atacados pelo Mal. Só os índios e o Augusto nada sentiam. Esse, querendo pontificar:
- Tá í macacada! Vocêis bebem pinga e sofrem as câimbras. Eu nunca bebi estou bom.
Não se vangloriar a, é que se atira ao chão, emitindo gemidos prolongados. Todos rimos com a desdita do bom companheiro, pois que as cãibras vieram, oportunamente, para desmenti-lo! E lá foi um cobertor quente também para o abstêmio que custou a se refazer.
- Quá! De hoje em diante não rejeito mais minha ração! Tanto faz…
A despeito de experimentar melhoras, não podíamos fazer movimentos bruscos e nem manter-nos em pé. As cãibras voltavam e vimos obrigados, para alimentar as fogueiras, a arrastar nos pelo chão. E durante a noite toda, quem se incumbiu do quarto de guarda, fê-lo sentado, pela impossibilidade de se erguer. Que nos teria acontecido se tivéssemos sido atacado pelos índios naquela situação?”
Notemos porém que Willy parece não ter se alimentado de jatobá durante o temporal, e no surto de cãibras em outra ocasião ele não menciona a ingestão de jatobá pelo pessoal.
O Visconde de Taunay, em seu livro "Viagens de outrora" (1921), Se referindo a farinha de Jatobá que consumia com seu pessoal atravessando os sertões do Mato Grosso, não se referiu à acessos de cãibra após o consuma, mas louvou os benefício do fruto:
“Uso destes frutos provou bem nas forças contra as diarreia e serviu de muito para o sustento geral. É, pois, com reconhecimento profundo que os expedicionários de Mato Grosso devem falar de estilismo vegetal”.
Daqui para diante, vou prestar mais atenção nos acessos de câimbra e a ingestão de farinha de jatobá, para saber se há uma relação entre eles, mas à princípio, acho que é mera coincidência.
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Aqui, tratarei de tudo o q/ diz respeito ao meu universo pessoal, seja divulgando minhas criações, ou as criações dos ídolos e gente q/ admiro. Como sou uma pessoa de gosto eclético, os assuntos tratados aqui serão bastante variados, como, p. ex., música, fotografia, astronomia, poesia, humor, folclore, história, botânica, ornitologia, religião, psicologia, ufologia, anomalística, etc. ___ © All rights reserved