quarta-feira, 12 de março de 2014

CAPELINHAS DE SANTA CRUZ DE BEIRA DE ESTRADA, UMA TRADIÇÃO EM EXTINÇÃO*


Atualmente, é fato comum em reformas nas rodovias ararenses, tanto vicinais como intermunicipais, bem como na transformação de um terreno em nova área de cultura, cana p. ex., removerem-se as cruzes e capelinhas aí existentes, isto, como se fosse uma forma de humanização desses meios de deslocamento humanos.

Esta é, lamentavelmente, uma das várias formas de dessacralização e desespiritualização pelas quais as manifestações folclóricas e o devocionismo popular estão inconscientemente sujeitos, e assim levados ao fatal caminho da extinção. Por que não conservar estas cruzes e capelinhas, se não pelo lado folclórico, então pelo menos encarando-as pela ótica de que elas são o registro trágico e alerta eficaz das imprudências que os seres humanos cometem nas estradas, e não sinais de que a estrada é mal cuidada ou esquecida, como erroneamente se crê?



Mas, afinal, o que é uma capelinha de Santa Cruz? É uma hábito de origem cristã trazido com os colonizadores, cuja função é sinalizar o lugar onde uma pessoa faleceu, quase sempre em circunstâncias trágicas, seja por morte natural, seja por assassinato, um acidente qualquer ou por queda de raio. É uma hábito que se não extinguiu ainda, está em vias de desaparecer completamente – se um cidadão ou sertanejo mal tem dinheiro para construir um “puxadinho” no fundo do quintal, quanto mais para erigir uma simples santa cruz e assinalar o local aonde viera a falecer um infeliz mortal.

Assim, as cruzes dos caminhos, descendentes diretas das capelinhas, tem uma função conscientizadora tão importante quanto as próprias placas de sinalização nas rodovias, com a relevante vantagem de que são elas a manifestação viva do folclore nos acenando e advertindo em nossas passagens pelos caminhos da vida. Em se falando rodovias perigosas, o surgimento de uma simples cruz de madeira na beira de estrada não raro precede a de uma placa de sinalização. Infelizmente, é necessário que várias pessoas percam a vida num determinado local para que as autoridades se deem conta enfim de que ali é “trecho perigoso” de estrada e urge que nele se coloque sinalizações oficiais de advertência.

Cruzes há muitas, mas restam poucas capelinhas na zona rural de Araras, algumas religiosamente preservadas por donos de sítios e familiares. Eis o exemplo. Portanto, fazendeiros, sitiantes, empresários, usineiros e empreendedores, conservemos as poucas cruzes e capelinhas remanescentes, que o tráfego das estradas e folclore religioso e arquitetônico local muito terão a agradecer!

* O autor vem desde o início dos anos 80 fotografando as capelinhas de santa cruz e igrejas das zonas rurais, bem como as fazendas antigas de Araras, além de colher, no caso das capelinhas, a história referente à sua CONSTRUÇÃO.
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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

UM ESTRANHO OBJETO AÉREO NÃO IDENTIFICADO


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Na madrugada de 24 de fevereiro de 2014, entre as 24:12 e 24:30hs, estando eu a observar o céu num local relativamente escuro, vi um OANI, ou seja, um Objeto Aéreo Não Identificado. 

Era algo como um pilar de luz nevoento pairando no céu ao lado das estrelas Alpha (Rigil Kentaurus) e Beta Centauro (Hadar), estrelas que eu não reconheci à princípio. O objeto estava à cerca de 35º de altitude. A luz ora sumia ora desaparecia, devido ao fato de haver nuvens naquela região do céu, mas me pareceu que ela própria diminuía de intensidade as vezes. Ela pairava no céu em sentido perpendicular, e era de cor alaranjada, tal como as nuvens iluminadas por lâmpadas de vapor de sódio, não se parecendo, no entanto, como uma luz de neon colorida, pois sua intensidade era mais fraca. Também não brilhava, e devia ter cerca de 3º de comprimento. Creio que não era um reflexo da luz da Lua em nuvens de cristais de gelo muito altas, pois a Lua só iria nascer por volta da 1 hora da manhã, estando 10º abaixo do horizonte na hora da visão. 

Como estava sem máquina fotográfica, liguei para dois amigos que poderiam fotografá-la para mim, mas dei as coordenadas erradas, crendo que estava olhando para o lado Leste, e só quando o céu limpou naquela região, é que fui notar que a luz estava abaixo do Cruzeiro do Sul, e ao lado das estrelas Alpha e Beta Centauro, ou seja, estrelas que se situam no lado Sul do céu. Abaixo, a foto feita pelo meu primo, onde se vê a direita dela uma pequena mancha, que é a luz em questão.


Um dos dois amigos chegou até a fotografar o céu, mas fotografou o lado Leste, porém, numa das fotos a luz aparece na extremidade direita, mas bem fraquinha e pairando acima do lado sul da cidade, e talvez houvesse uma nuvem à sua frente neste momento. Infelizmente, o fotógrafo não varreu o céu com seus olhos, e se tivesse esquadrinhado o lado Sul, com certeza teria visto o fenômeno e feito uma boa foto.

O fenômeno durou cerca de 20 minutos, quando a luz desapareceu misteriosamente. 

Um tipo de luz semelhante foi observada na pequena vila de Alton Barnes, na Inglaterra em um dia de julho de 1991, mas era uma "coluna branca bastante luminosa", que desceu lentamente de uma nuvem em direção de uma colina próxima de onde estavam os observadores. Após a luz envolver totalmente a colina, que tinha aproximadamente 240 metros, e permanecendo ali por cerca de 8 segundos, ela desapareceu. No dia seguinte encontraram um dos chamados "círculos ingleses" no local! (extraído da revista UFO, Nº 203, agosto 2013, “O Mistério dos Círculos Ingleses”, pág. 11,)
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O HIPÓCRITA DO LULU SANTOS!!!...


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Esse Lulu Santos é de uma hipocrisia à toda prova. Antes de mais nada, sou fã dele e de sua guitarra. Mas, olha a matéria aí embaixo, extraída de uma revista Som Três de 1979, onde ele, dando uma de crítico musical, comenta o disco do tecladista Billy Preston, dizendo que ele fez "a descarada união de todos os clichês da discoteca". Bom para começar, "discoteca"  é uma coleção de discos (ou programa de auditório...), e "discoteque", na época, era um clube onde rolava Dance Music, ou então o nome do próprio estilo musical, a Discoteque. 

Mas acontece que o senhor Lulu gravou três discos onde o que ele mais faz é a união descarada de todos os clichês da Discoteque, a saber: 1- “Assim Caminha a Humanidade”; 2- “Eu e Memê, Memê e Eu” (1995), e 3- “Anticiclone Tropical” (1996)!...

E depois, como que a jogar uma pá de cal sobre si mesmo, o hipócrita foi visto no programa Voice Brasil dividindo o palco não só com um cantor sertanejo, o Daniel, mas também também com dois cantores de axé (estilo que, certamente, ele deve detestar também), o Carlinhos Brown e a Claudia Leitte. Mas ocorre que, anos atrás, o próprio Lulu desceu a lenha nas duplas sertanejas, dizendo não só que "jamais dividiria uma marquise com uma dupla sertaneja", mas também que "espingarda de dois canos servia para matar dupla sertaneja"!!!... 

Justificar-se, dizendo que dividiu o palco com esses artistas só por causa da verba astronômica que a Globo pagou, mostra que ele não é um artista íntegro, "de palavra", e faz qualquer coisa por dinheiro, além de ter uma notável memória curta!!!...



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