sexta-feira, 21 de junho de 2013
sexta-feira, 17 de maio de 2013
“ETERNAL LIFE TO THE GUITAR!”. AND MPB ALSO! OBVIOUSLY...
Quando nasci, no ano de 1961, um executivo da Decca Records – um daqueles bestas que esnobaram os Beatles!... –, falou: “Grupos que tocam guitarra estão com os dias contados”!!!
Quase uma década mais tarde – e eu já era menino –, havia ainda um verdadeiro ódio contra a guitarra, e, por consequência, contra os cabeludos, e era comum ouvir dos mais velhos e conservadores: “Um dia o rock vai acabar!” – e minha mãe dizia isso! Ingênuo que era, eu ficava preocupado, pensando (e "esperando"...) quando é que esse dia ia chegar!...
Nesta época, 1969, as guitarras eram consideradas “aberrações norte-americanas”! No Brasil, muito antes, porém, em 16 de fevereiro de 1957, o então governador de São Paulo – o maluco Jânio Quadros –, proibia o rock em bailes. Ironicamente, novamente em 1961, o então ministro cubano – o não menos maluco "Che" Guevara –, foi condecorado pelo presidente da Republica – novamente o maluco do Jânio Quadros!... –, com a "Grã Cruz da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul"!... (antes condecorasse a guitarra!). Sim, o Che Guevara, o mesmo sujeito sanguinário que, depois, por ironia do destino, seria cegamente idolatrado pelos rockeiros mundiais!...
Uma década depois – mais precisamente em 17 de julho de 1967 –, com o slogan “Defender O Que É Nosso”, a “Passeata da MPB” – que ficou conhecida como a “Passeata Contra A Guitarra Elétrica” –, era realizada em São Paulo contra o inocente instrumento musical. Saindo do Largo São Francisco, a passeata desembocou diretamente no Teatro Paramount, na avenida Brigadeiro Luís Antonio, onde ocorreria o programa” Frente Ampla da MPB”. Na liderança, estava nada mais nada menos que Elis Regina, amparada por outros artistas como Jair Rodrigues, Zé Keti, Geraldo Vandré, Edu Lobo, MPB-4, e até Gilberto Gil, que, por sinal, entrou de gaiato no movimento. Essa passeata colocava em confronto duas tendências musicais: uma conservadora – a MPB, e outra renovadora – o rock (ou iê-iê-iê).
Curiosamente, a história parecia ser levada à serio ainda na década seguinte: o compositor Carlinhos Vergueiro, em sua música “Comentário”, cantava: “E tem gente falando que o rock/ Falando que o rock/ Vai acabar/ “E tem gente falando que o samba/ Falando que o samba/ Não vai aguentar/ ”. Ironicamente, na mesma época, do outro lado, o cantor Franco, dementia tudo com o seu medíocre “Rock Enredo”, onde cantava: “Andam dizendo por aí/ Que o samba vai acabar/ Que a batucada está por fora/ E o samba já não dá/ E o negócio é rock, e o negócio é rock/ E o negócio é rock and roll."”
Porém, nem o samba nem o rock acabaram – e não dão o mínimo sinal de que acabarão um dia. Ao contrário deste, o pobre do Brian Jones acabou, e precocemente! Mas eu – que nasci sob o signo da morte da guitarra –, sobrevivi e estou aqui de pé e vivinho para testemunhar mais que a “Long live rock and roll”, pois hei de ouvir antes de morrer: “Eternal life to the guitar!”. And MPB also! Obviously...
Extraido do livro (em curso): "O MENINO DA USINA. Vol. 1 – Childwood – janeiro de 1961 a março de 1967"
Porém, nem o samba nem o rock acabaram – e não dão o mínimo sinal de que acabarão um dia. Ao contrário deste, o pobre do Brian Jones acabou, e precocemente! Mas eu – que nasci sob o signo da morte da guitarra –, sobrevivi e estou aqui de pé e vivinho para testemunhar mais que a “Long live rock and roll”, pois hei de ouvir antes de morrer: “Eternal life to the guitar!”. And MPB also! Obviously...
Extraido do livro (em curso): "O MENINO DA USINA. Vol. 1 – Childwood – janeiro de 1961 a março de 1967"
quarta-feira, 20 de março de 2013
MINHAS CURIOSAS CONFUSÕES
É comum ao longo da vida, criarmos as vezes algumas confusões curiosas envolvendo nomes de lugares, entidades, pessoas, animais,
alimentos e objetos. Vou falar de algumas que colecionei ao longo da vida, e
de muitas delas não me desfiz até hoje!...


LOCALIDADES:
- Caldas Novas com Pousada do Rio
Quente
- Campos Jordão com Poços de
Caldas
- Teresópolis com Petrópolis
- Itirapina com Brotas
- Hortolândia com Holambra
- Taiti com Haiti
- Itapira com Itatiba
- Taiti com Haiti
- Itapira com Itatiba
PERSONALIDADES:
- Ankito com Oscarito
- Tobias Barreto com Silvio
Romeiro
- Júlio Hungria com Júlio Barroso
- Júlio Hungria com Júlio Barroso
- Alexandre Garcia com Washington
Novaes
- João Cabral de Mello Neto com
Ariano Suassuna
- Eurico Gaspar Dutra com Getúlio
Vargas
- Zapata com Pancho Villa
- Di Cavalcanti com Candido
Portinari
- Kafka com Proust
- Raoni com Juruna
- Cacilda Becker com Bibi
Ferreira
- Brigite Bardott com Jane Fonda
- Judas com Pilatos
- Martinho Lutero com João Calvino
- Pedro Stedile com José Rainha
- Blota Jr. com J. Silvestre
- Jaime Cortez com Ignácio Justo
- Aldous Huxley com George Orwell
- Eumir Deodato com Airto Moreira
- Martinho Lutero com João Calvino
- Pedro Stedile com José Rainha
- Blota Jr. com J. Silvestre
- Jaime Cortez com Ignácio Justo
- Aldous Huxley com George Orwell
- Eumir Deodato com Airto Moreira
ENTIDADES:
- Greenpeace com WWF
- Natura com O Boticário
ANIMAIS, PLANTAS E ALIMENTOS:
- sucurí com jiboia
- cateto com queixada
- paca com cutia
- paca com cutia
- lontra com ariranha
- coala com panda
- babuíno com mandril
- agaporni com calopsita
- tuiuiú com cabeça-seca
- alce com rena
- tuiuiú com cabeça-seca
- alce com rena
- atum com salmão
- charque com carne-seca
- fígado com rim
- ostra com marisco
- salsão com alho porró
- cará com inhame
- parmesão com provolone
- parmesão com provolone
- pamonha com curau
- camelo com dromedário
- camelo com dromedário
OUTROS:
- Corcovado com Pão de Açúcar
- "Star Trek" com "Stars War"
- "O Dia em que a Terra Parou" com "O Homem que Caiu na Terra"
- "Star Trek" com "Stars War"
- "O Dia em que a Terra Parou" com "O Homem que Caiu na Terra"
- papiro com pergaminho
- guache com aquarela
- crochê com tricô
- M. A. S. H. com SHAFT
- Steeleye Span com Steely Dan
- guache com aquarela
- crochê com tricô
- M. A. S. H. com SHAFT
- Steeleye Span com Steely Dan
O cientista Carl Sagan, em seu livro “Os Dragões do Éden”, disse em certo capítulo que, reconhecendo-se “um pouco afásico e inteiramente disléxico”, fazia “uma série de confusões verbais sem significado simbólico, como misturar Schumann e Schubert”.
Tempos depois de ter concluído este texto, atinei que eu também tinha em minha vida um erro algo semelhante ao "Schumann e Schubert” do Sagan, mas um erro, diria, anagramático, pois eu confundia o nome de duas professoras minhas, da época de grupo escolar — se chamavam elas Adilis e Aidil...
Que me perdoe o Sagan — e quem sou eu para contestá-lo —, mas, no meu caso – e sem fazer comparações pretensiosas —, não creio que estas confusões tenham a ver com afasia ou dislexia, mas simplesmente com pura falta de atenção. E acredito também que muitos de meus leitores, se prestarem atenção nos termos relacionados, irão notar que, em alguns deles, fazem as mesmas confusões sem se dar conta...
Tempos depois de ter concluído este texto, atinei que eu também tinha em minha vida um erro algo semelhante ao "Schumann e Schubert” do Sagan, mas um erro, diria, anagramático, pois eu confundia o nome de duas professoras minhas, da época de grupo escolar — se chamavam elas Adilis e Aidil...
Que me perdoe o Sagan — e quem sou eu para contestá-lo —, mas, no meu caso – e sem fazer comparações pretensiosas —, não creio que estas confusões tenham a ver com afasia ou dislexia, mas simplesmente com pura falta de atenção. E acredito também que muitos de meus leitores, se prestarem atenção nos termos relacionados, irão notar que, em alguns deles, fazem as mesmas confusões sem se dar conta...
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